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Como eu consegui aprender Inglês mesmo não gostando no início?

Atualizado: 18 de Mar de 2019

Por que temos tanta dificuldade em aprender novas línguas, a começar pelo inglês?



Conheço várias pessoas que fizeram o curso durante um tempo e logo desistiram e, quando as perguntei sobre o motivo, não houve uma resposta firme e convincente. Será por conta da metodologia ruim das aulas? Ou pela falta de motivação? Ou até mesmo pela falta de tempo? De qualquer forma, aprender uma nova língua, principalmente o inglês, parece mais um tabu no qual não conseguimos superar.


Me lembro quando comecei a fazer o curso de inglês até hoje, com 11 anos de idade, começando a estudar no período da manhã na escola – ensino fundamental 2 –, e sem maturidade o suficiente para decidir o que era melhor para a minha vida, é claro.


Nessa época, tive a recomendação – praticamente obrigação – dos meus pais para começar aprender o inglês, simplesmente pelo fato de que seria importante para a minha vida profissional no futuro, sem muitas explicações.


Sendo assim, nos primeiros meses, ter somente as aulas semanais me parecia bom o bastante para seguir com o curso normalmente. Ah! Apenas para deixar claro, meus pais não aceitavam nota menor que 9 nas provas e nem mesmo na nota final após cada semestre pelo meu desempenho no geral. Aliás, por falar nisso, além das provas, havia a nota por conversação dentro de sala de aula entre os alunos, performance nas tarefas de casa e nos trabalhos durante as classes designadas pelo professor. Até aí nada de mais, certo?


Diante desse cenário, qualquer reclamação por parte do professor nas reuniões com os pais ou nota abaixo da meta seria motivo de briga (discussão) em casa e castigo. E é neste exato momento em que tudo (a médio e longo prazo) começaria a mudar, de uma coisa que eu realmente ainda não gostava para uma coisa que eu amava fazer.


Mesmo não havendo problemas com esses quesitos, minha mãe “sugeria” fortemente que praticasse mais dentro de casa, seja conversando com o meu irmão em inglês, ouvindo música estrangeira e buscando o significado da letra, ou assistindo a filmes legendados em inglês.


Mas é claro que, por ser praticamente ainda uma criança, eu não gostava nem um pouco disso, até porque não tinha gosto por querer aprender e não pensava a longo prazo o que aquilo poderia me trazer de vantagem. Então, a princípio, eu fazia o que ela me pedia e posteriormente a mostrava que estava fazendo.



Com o passar do tempo, essas práticas começaram a mudar a minha vida perante o conhecimento que passava a obter com a língua. Comecei a realmente entender o que estava fazendo e adquirir melhor as informações transmitidas pelo professor, além disso tive maior facilidade para entender os filmes em inglês – e com legenda também em inglês.


Diante disso, passei a participar – e não puxar saco, ok? rsrs - mais das aulas no curso e também na escola. Colegas (tanto do curso de inglês quanto da escola), amigos e até familiares (por saberem que eu estava indo bem no inglês) ao meu redor me pediam para ajudá-los com lições da aula, pronúncias, traduções e estudos para prova.


Esse reconhecimento de fora ajudou a me motivar a querer aprender mais e mais, só que o mais importante é que eu acabei percebendo também que eu estava me desenvolvendo fora do normal diante daqueles à minha volta, pois o que antes eu gostava e assistia a somente filmes dublados, agora eu passava a assistir e gostar dos legendados; o que eu ouvia apenas músicas brasileiras, eu comecei a ouvir mais as estrangeiras (e entendê-las); o que eu assistia a apenas programas brasileiros, agora eu já queria ver os internacionais.


A caminhada não foi curta, foi longa. Foi necessária muita dedicação e persistência para atingir um nível de fluência que eu queria. Anos de prática me ajudaram também a definir o que eu queria fazer na faculdade, que era ter uma profissão no qual eu pudesse praticar diversas línguas. Hoje, estou terminando o espanhol e logo após pretendo começar o mandarim.


Ter o gosto de aprender o inglês e não o ver mais como obstáculo na minha vida me fez perceber e “me tocar” que quanto mais eu aprendia, mais eu me sentia confortável e bem comigo mesmo. Então, momentos como “Puts, não consegui ler a legenda. O que eles falaram?” se tornaram irrelevantes, pois o que às vezes eu não conseguia ler a tempo, eu conseguia ouvir e entender o que a pessoa falou.


Hoje, na minha terceira década de vida, infelizmente, ainda vejo muitos amigos e colegas meus desistirem de aprender o inglês. Alguns por “Acho que estou velho e não consigo mais aprender direito”, outros por “Estou muito cansado e não tenho tempo para me dedicar”, e no fim se desmotivam.


Isso não é anormal, muitas pessoas ainda pensam que não precisam aprender, pois não é/será necessário usar por conta da escolha da profissão. No entanto, precisamos avaliar o impacto positivo que aprender uma nova língua pode nos trazer, ainda mais o inglês, por ser universal. Cada vez mais ouvimos músicas em inglês, assistimos a programas norte-americanos. E não só isso, mesmo em um país que esteja não fale o inglês nativo, as pessoas do mesmo podem saber a língua pela mesma ser universal.




Conclusão


Se você reparou bem nesses últimos parágrafos, o que me fez mudar do “não gosto” para o “eu amo” e da falsa aprendizagem para a real aprendizagem foi um processo e não um fator de “Do dia para a noite”. Quanto mais eu praticava e tinha conhecimento, mais natural ficava para eu aprender.


Tendo isso em vista, com o passar do tempo, a nossa dedicação se resulta em autodesenvolvimento. O que antes você fazia pelos outros, hoje você pode estar fazendo por você mesmo, para o seu benefício próprio. Por isso, tenha em mente que a aprendizagem, mesmo que forçada no início, pode se tornar uma coisa que você goste no futuro, e que nunca é demais aprender, pois quem ganha sempre é você!


Mesmo concluindo um curso de idioma, é natural que passamos a não ter tanto contato com a língua o quanto tínhamos anteriormente. Por isso, para aprender o inglês ou qualquer outro idioma, além de dedicação, é necessário sempre manter o contato com a língua.


Algumas medidas que você pode tomar é continuar assistindo a programas estrangeiros sem legenda (ou com legenda da língua), ouvir música e aprender a letra, tentar pensar usando essa outra língua e/ou fazer aulas pelo menos uma vez por semana para conversação.


A boa notícia é que hoje em dia também há várias formas de aprender uma nova língua, como: aulas on-line, aplicativos de idioma, conteúdo gratuito de vídeos, dicas de aprendizagem em blogs e sites especializados em ensino de outros idiomas.


De qualquer forma, é importante termos a consciência de que o conhecimento aumenta o seu sucesso pessoal. Ter mais conhecimento é estar investindo em você mesmo! Dessa forma, aprender um outro idioma é essencial para o seu desenvolvimento, sendo o inglês ou não.


Muitas pessoas podem achar difícil começar ou continuar o processo de aprendizagem, mas o ponto é que não podemos deixar de pensar em nós mesmos e o que é melhor para nós. Temos de fazer as nossas próprias escolhas com base no que queremos e não no que as outras pessoas querem de nós.


No entanto, o intuito dever ser sempre centrado em metas e objetivos pessoais e também nos profissionais. Talvez a caminhada não seja tão fácil quanto esperamos, mas o resultado poder ser muito melhor do que imaginávamos.


Qual a sua dificuldade para começar ou continuar a aprender uma nova língua?


#PoderdoClique #Idiomas

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