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“The Last Dance” - O que o documentário realmente nos conta sobre sucesso?




Neste ano de 2020, a empresa de streaming Netflix e a emissora – canal esportivo - ESPN, lançaram a série documental “Arremesso Final”, protagonizada pelo ex-esportista Michael Jordan.


Apesar de o nome ter sido arruinado por sua versão em português, o documentário tem excelente produção e capítulos muito bem organizados e aprofundados.

Para muitos que acompanharam apenas a era Kobe Bryant e LeBron James neste século XXI, a série mostra como o basquete se revolucionou a partir do jogo de Michael Jordan na década de 1980 e 1990.

Sendo assim, considerado por muitos o maior de todos os tempos, Michael cria narrativa própria para reforçar ainda mais o seu legado no esporte.

Ele levou os Bulls (sua equipe Chicago Bulls) a seis troféus na NBA nas: temporada 90-91, 91-92, 92-93, 95-96, 96-97, 97-98, ao lado muitas vezes de Scottie Pippen, Dennis Rodman, Steve Kerr, com o comando de Phil Jackson.

Mas o que é mais interessante, é que por trás de seu talento óbvio e carreira de sucesso, há pontos essenciais que devemos tirar do jogador para refletirmos e, se possível, usá-los a nosso favor em nossas vidas.

Códigos do sucesso


Se você almeja ter sucesso, Jordan nos ensina, por meio de sua postura dentro e fora de quadra, que alguns elementos são ou deveriam ser práticas continuamente aplicadas no âmbito profissional e/ou pessoal a fim de se obter um resultado acima do esperado.

Tá, ok! Mas quais são esses elementos?



1º - LIDERANÇA PELO EXEMPLO



Podemos perceber por meio do documentário que Michael cobrava, e muito, o desempenho de seus companheiros de equipe para que a performance e o resultado de cada partida fossem sempre positivos.

Mas a questão aqui é que ele não os cobrava como chefe, mandando as pessoas fazerem. E, sim, porque ele também fazia o que queria que os outros do seu time fizessem.

Ou seja, ele não falava para eles ficarem até mais tarde ou chegar mais cedo para ficar treinando, se ele também não o fazia.

Ele não pedia para seus companheiros aperfeiçoarem as técnicas se ele também não aperfeiçoava.

Outro ponto neste tipo de liderança é que Jordan não se intitulou líder desde o início. Ele não chegou e disse: “Eu sou o líder aqui e vou guiar vocês ao melhor caminho”.

Não!




Um líder é uma pessoa admirada e respeitada em seu trabalho, e não um mero cargo formal ocupado por um alguém, o chefe.

O líder é eleito. Mas não eleito de uma maneira formal, e, sim, informal. Até porque o chefe também pode ser eleito por uma simples formalidade.

Então, quando ele entrou no time, sendo o calouro, o draftado, o rookie, mesmo sendo uma grande promessa, ele não tinha “nome” ainda para ser respeitado.

Ele ganhou isso com o tempo, mostrando, dentro de campo, o valor que ele tinha e o potencial que ainda podia ser explorado.

Somente dessa forma que Jordan foi conquistando a sua liderança.

Depois de um tempo, ele também se intitulou líder, mas não antes de seu time o eleger líder, porque ele era a representação daquela equipe.

2º - PENSAR NO BEM MAIOR

Essa também é uma grande característica da mentalidade de um líder. Mas o que isso significa?

O esportista pensava no bem da Liga como um todo. Exemplo, quando ele já era um veterano na NBA e Kobe ainda era jovem, Jordan o aconselhava e orientava sobre o jogo, o desempenho, as técnicas.

Seu propósito era de que a qualidade do jogo e do campeonato aumentasse e, com isso, eles fossem mais prestigiados.

E ele o fazia para que a Liga, as franquias, os amantes do esporte ganhassem com isso, e é claro que isso também voltava para ele.

Ou seja, se você faz alguma coisa pensando em um bem maior, você tem mais chance de conseguir um grande resultado.

3º - CANALIZAR A ENERGIA NO LUGAR CERTO

Em diversos momentos no documentário, é nítido que por muitos anos se perguntava quando seria o último jogo de Michael Jordan no Chicago Bulls ou no basquete.

Isso se potencializou ainda mais um pouco depois de Jordan voltar de sua aposentadoria no meio da década de 90 por conta do desaparecimento de seu pai, este sendo considerado como morto misteriosamente.

Só que o Michael fazia com essas perguntas e energias negativas era impressionante e de outro mundo.

Ele treinava e se automotivava ainda mais para mostrar aos outros o quão bom ele ainda era e que podia dar muito sangue ainda pelo seu time e pelo esporte.




Lembrando que depois de sua volta, o camisa 23 foi campeão da NBA mais três anos consecutivos.

Esse ponto também é mostrado em muitos playoffs e o que nos chamou a atenção foi uma situação em particular.

Em meados de março de 1993, Chicago Bulls recebeu o Washington Wizards, um dos piores time da Liga na época.


Os Bulls acabaram vencendo por 104 a 99, mas o segundo-anista de Washington, LaBradford Smith, pontuou 37 vezes na partida, sendo sua melhor marca da carreira.


Segundo os jornalistas que cobriram Jordan naquele período, o camisa 23 disse que ao fim da partida Smith falou para ele, em tom de provocação, "Bom jogo, Mike".


O astro havia marcado 25 pontos, mas acertando apenas 9 dos 27 arremessos de quadra.


O jogo seguinte dos Bulls seria novamente contra os Wizards, mas em Washington. E Jordan levou em consideração a fala falsa de seu rival que ele mesmo havia criado.


"Ele disse: 'Amanhã eu vou marcar no primeiro tempo o que ele marcou no jogo inteiro'", recorda BJ Armstrong, ex-armador dos Bulls, no documentário.


Jordan terminou o segundo quarto com 36 pontos, basicamente procurando a marcação de Smith e o humilhando em casa.


No total, Jordan teve 47 pontos na partida em mais uma vitória dos Bulls (126 a 101), enquanto Smith fez apenas 15 pontos.


Décadas mais tarde, Jordan confessou a verdade.


Então, olha que legal essa história!

Imagina se fizéssemos a mesma coisa quando nos sentíssemos com raiva ou com alguma energia negativa e canalizássemos tudo isso em coisas boas, em melhores desempenhos, trazendo melhores resultados, por exemplo.

Mas também não pense que isso deve ser uma regra e o que funcionou para uma pessoa irá funcionar para você.

O importante aqui é que você se inspire nessas histórias e faça a sua própria história, o que você considera como sucesso, seja pessoal ou profissional.

Então o que você pode aprender com base nisso é levar em conta que cada um tem o seu caminho e que você tem que descobrir o seu.

4º - PERSISTÊNCIA E FOCO

Sim! 2 em 1! Mas por quê?

No caminho ao sucesso, os pontos que mais se conectam e que são os mais comuns em pessoas com extremo êxito em suas carreiras são esses dois.

Isso significa que um precisa do outro, sendo duas competências socioemocionais fundamentais.

Foco. Se você quer sem bem-sucedido, seja no empreendedorismo ou nos negócios, seja na sua vida pessoal ou profissional, você precisa de foco.

E o Michael Jordan era extremamente focado. Ele não se deixava levar pelas distrações, ou seja, ele tinha os seus objetivos e era ali que ele se direcionava.

Um exemplo disso mostrado na série foi quando Jordan, durante um evento da pré-temporada de basquete, nos primórdios de sua carreira, se recusou a participar de uma festa com seus companheiros de equipe, em que havia o consumo explícito de cocaína e maconha.

O camisa 23 contou que a primeira coisa que pensou e disse foi: “Estou fora”.

Para ele, esse tipo de conduta não condizia com a sua mentalidade. Descansar e manter a sua forma física para jogar basquete eram suas metas.

Persistência. O Michael era persistente. Mas não o tipo de persistente que busca resultados diferentes tentando o mesmo caminho.

Ele era persistente do tipo que varia a abordagem, mas não desiste até alcançar o seu objetivo principal.

Por isso, também treinava muito. Independentemente se ele ganhava ou perdia, no dia seguinte já estava nos treinos.

Essa é uma de suas grandes chaves para o seu sucesso. Sendo desta forma, ele conseguiu se manter consistentemente no topo e mantendo a alta performance.


5º - EQUIPE


Uma das maiores inverdades é de que se chega ao topo sozinho, dependendo de ninguém.

É certo que as nossas escolhas e atitudes mudam totalmente o jogo, tanto ao nosso favor como contra.

Mas o que pouco se fala é de que precisamos das outras pessoas para chegar mais longe, ainda mais por nunca sabermos quando vamos precisar delas.

Michael em diversos momentos precisou de jogadores com quem não se relacionava muito, principalmente quando seu companheiro principal de equipe, Scottie Pippen, estava fora das partidas.

Para isso, exigiu mais de outros jogadores, incentivando-os, cobrando-os e os orientando sobre o melhor caminho rumo à vitória.

Essa mentalidade de pensar na equipe e em quem a compõe mostra o quão essencial é criarmos boas relações, mesmo com pessoas que talvez não tenhamos tanta amizade assim.

Esse companheirismo aumenta a lealdade entre a equipe e melhora a confiança da mesma, pois um entende que depende do outro para vencer e seguir com a boa performance e bons resultados.


Dica importante

Falando sobre seu sucesso, Michael Jordan uma vez disse:


“Eu errei mais de 9 mil cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas, fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”.




O que ele quer dizer com isso?

Que fracassar faz parte da jornada. Para saber o que é vencer e ter sucesso, é normal fracassarmos, errarmos.

Pois só erra quem tenta.

O que importa é o que fazemos depois de cair.

Precisamos nos levantar e continuar tentando de várias formas para que cheguemos aonde queremos chegar.

E não confunda! O oposto do sucesso não é o fracasso, mas a desistência.



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